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MPGO aciona Prefeitura de Formosa por abandono do bairro Parque Lago e pede bloqueio de R$ 100 mil

MPGO processa Prefeitura de Formosa por omissão no bairro Parque Lago e pede bloqueio de R$ 100 mil. Problemas incluem alagamentos, falta de iluminação e risco de dengue.

Ação aponta falta de drenagem, alagamentos, risco de dengue e ausência de infraestrutura básica; município teria ignorado tentativas de acordo

O Ministério Público de Goiás, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Formosa, ajuizou uma Ação Civil Pública Ambiental contra o município devido à omissão na prestação de serviços essenciais à população do bairro Parque Lago.

A ação foi proposta pelo promotor de Justiça Ramiro Carpenedo Martins e aponta graves deficiências na infraestrutura urbana, expondo moradores a riscos à saúde, segurança e ao meio ambiente.

Problemas antigos e denúncia desde 2019

De acordo com o MPGO, o inquérito civil teve início após uma denúncia registrada em dezembro de 2019 por uma moradora da região, relatando abandono por parte do poder público.

Durante a investigação, foram identificados diversos problemas, entre eles:

  • Ausência de sistema de drenagem de águas pluviais
  • Alagamentos frequentes na Rua 9
  • Falta de iluminação pública no final da Avenida Central
  • Deficiência na limpeza urbana
  • Presença de focos do mosquito transmissor da Dengue
  • Falta de redutores de velocidade e faixas de pedestres, inclusive em frente à Escola Municipal Valda de Miranda e à Igreja Santo Expedito

Prefeitura ignorou tentativas de solução

O Ministério Público informou que tentou resolver a situação de forma extrajudicial, com notificações ao município e proposta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
No entanto, segundo o órgão, a Prefeitura foi convocada para reunião em setembro de 2023, mas recusou o diálogo e permaneceu sem resposta aos ofícios enviados.

Um relatório técnico da área de engenharia do MPGO constatou que os problemas são estruturais e remontam à própria implantação do loteamento, quando não foram adotadas medidas adequadas de drenagem — responsabilidade do município no ordenamento urbano.

Medidas urgentes e bloqueio de recursos

Em caráter de urgência, o MPGO solicitou à Justiça:

  • Bloqueio de até R$ 100 mil nas contas do município
  • Implantação de iluminação pública no final da Avenida Central (em até 30 dias)
  • Instalação de redutores de velocidade e faixas de pedestres
  • Limpeza de lotes baldios e eliminação de focos do mosquito da dengue
  • Elaboração de estudo técnico para resolver o problema de drenagem pluvial
  • Pedido de indenização e multa diária

No mérito da ação, o Ministério Público requer:

  • Confirmação das medidas emergenciais
  • Implantação definitiva da infraestrutura urbana no bairro
  • Pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos
  • O valor deverá ser destinado a projetos ambientais ou ao Fundo Municipal do Meio Ambiente.
  • Caso haja descumprimento das medidas, o MP pede a aplicação de multa diária de R$ 2 mil ao município.

Impacto direto na população

A ação reforça a situação crítica enfrentada pelos moradores do Parque Lago, que convivem há anos com problemas básicos de infraestrutura, colocando em risco a qualidade de vida e a segurança da comunidade.


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